Deputado cobra explicações da Equatorial Energia

Deputado cobra explicações da Equatorial Energia

Registros de reclamações contra os altos preços nas contas de luz emitidas pela Equatorial Energia Alagoas continuam aumentando. Somente no Núcleo de Defesa do Consumidor da Defensoria Pública de Alagoas (Nudecon) foram registradas mais de 800 reclamações de consumidores alegando erros de leituras que resultaram em cobranças indevidas em 2019.

Em agosto do ano passado o presidente da Equatorial Alagoas, Humberto Soares, esteve na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) para apresentar o plano de gestão da empresa para o estado. À época, o empresário contou aos deputados o que estava previsto investimentos para melhoria nos serviços no Estado. O deputado estadual Davi Maia (DEM) voltou a se reunir com a direção da empresa na terça-feira (4) para cobrar sobre os investimentos.

“Nós estamos acompanhando os números através dos dados da ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica] e acreditamos que uma melhora no serviço é possível por conta do investimento que tem sido realizado pela empresa. Porém, discordo da maneira como estão comunicando e realizando os cortes de energia, além das abordagens hostis aos consumidores. Essa foi a nossa principal reclamação durante a reunião”, contou.

Davi Maia informou que, após um ano da privatização da antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal), o presidente da Equatorial voltou a ser convidado a comparecer na Assembleia Legislativa e apresentar os investimentos que foram prometidos em 2019.

“Nas cidades do interior de Alagoas as reclamações relacionadas a quedas de energia elétrica e o tempo que se passa sem a religar ainda são constantes. O aumento de consumo de energia nas residências sem explicação também tem preocupado os consumidores”, afirmou.

Em comparação com os meses de março de 2018 e março de 2019, a taxa de Duração de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) aumentou de 2,21 para 4,55. Os números da Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) também pioraram, passando de 1,25 para 2,15 em Alagoas.

“A empresa fechou vários pontos de atendimento ao cliente no interior e também reduz o quadro de funcionários. Isto agrava o serviço de fornecimento de energia e também piora a relação com o cliente”, opina Maia.

Esta semana, demitidos da Equatorial protestaram em frente à sede da empresa na tentativa de buscar remanejamento dos postos de trabalho nos quadros do governo estadual e até mesmo federal.

“PEC é inconstitucional e sindicato tenta vender ilusões”

Demitidos pela empresa Equatorial defendem que a Assembleia Legislativa do Estado (ALE) aprove uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), de autoria do deputado Inácio Loiola (PDT), protocolada em junho do ano passado, para reaproveitamento de profissionais que foram postos para fora dos quadros da empresa.

A Tribuna repercutiu o pleito junto ao deputado Davi Maia (DEM). O parlamentar argumenta que a proposta é inconstitucional e afirma que o sindicato vende ilusões. “A PEC é inconstitucional. Não vejo como passará na Assembleia Legislativa. Mais uma vez o sindicato tenta vender uma ilusão aos ex-funcionários”.

NOTA EQUATORIAL

Em contato com a Tribuna, a Equatorial Energia fez esclarecimentos acerca das ponderações do deputado Davi Maia sobre a troca de medidores de energia. No entendimento da empresa, “por se tratar de um equipamento eletromecânico, os medidores estão sujeitos a desgastes naturais que podem, em situações pontuais, deixar de registrar corretamente a energia consumida ou até gerar situações de risco de curto-circuito”.

“A Equatorial Energia Alagoas esclarece que de acordo com a Resolução Normativa 414 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que rege o setor elétrico, fica a critério da distribuidora substituir os medidores, padrões de aferição e demais equipamentos de medição”, destaca um trecho da nota.

Segundo a Equatorial, “nas trocas de medidores realizadas, foi identificado que em muitos casos, os clientes estavam com medidores parados há meses ou há anos. Nessa situação, estava sendo cobrado apenas o custo de disponibilidade [taxa mínima], pois não havia o registro do consumo real dos imóveis. Assim, é esperado um acréscimo no valor da conta de energia após a mudança do equipamento que agora está realizando o registro correto do consumo da energia”.

A Equatorial Energia ainda esclareceu que a partir de uma conta em atraso já é possível ter o fornecimento de energia suspenso pela distribuidora. Porém, antes da suspensão, é enviado um reaviso de débito para os clientes que estão inadimplentes.

Veja matéria completa aqui

Compartilhe:

Deixe uma resposta