Sem estudos, MPE recomenda paralisação na construção de barragens no Canal do Sertão

Sem estudos, MPE recomenda paralisação na construção de barragens no Canal do Sertão

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Deputado Davi Maia pediu que fosse suspensa a construção de 25 barragens

O Ministério Público Estadual (MPE) deu parecer favorável ao pedido do deputado estadual Davi Maia (DEM) para suspender a construção de 25 barragens que seriam construídas ao longo dos primeiros 65 km do Canal do Sertão. O relatório foi divulgado nesta quarta-feira (9). 

No pedido, Maia alega que o Governo de Alagoas pretendia gastar mais R$ 21. 469.912,73 na construção das barragens utilizando recursos do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep), sem apresentar os devidos estudos de impacto ambiental. As barragens contemplariam os municípios de Delmiro Gouveia, Pariconha e Água Branca.

“Percebemos que a tecnologia utilizada nessa obra é muito antiga e a obra vai gerar danos ao meio ambiente. Além disso, a liberação dos recursos teve como base apenas um pré-projeto”, diz Davi Maia. 

CANAL DO SERTÃO

O Canal do Sertão é a maior obra de infraestrutura hídrica de Alagoas. Foi projetado para se estender por 250 km e beneficiar 42 cidades. Já foram gastos mais de R$ 2,5 bilhões e, ainda assim, muitas comunidades permanecem sem acesso à água. 

Em maio do ano passado, a obra foi tema de audiência pública na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) e também já foi manchete do jornal Gazeta de Alagoas que o chamou de “elefante branco”. 

“É uma obra que já gastou quase R$ 3 bi e não está servindo para nada. É dinheiro evaporando, água evaporando, e o sertanejo passando sede a 50 metros do Canal do Sertão, morrendo de sede tanto as pessoas como os animais morrendo de sede e a agricultura sem produzir”, disse Maia, que é presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALE.

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